Desse nível em diante, a redução vai crescendo até chegar aos 28% anunciados pelas presidente. Neste teto estão os consumidores mais intensivos, como siderúrgicas, por exemplo. O segmento de alumínio também está entre os que terão queda substancial na tarifa, na média de 25%.
Técnicos do Ministério de Minas e Energia vão trabalhar neste fim de semana nos ajustes finais do pacote, com a adaptação das normas de incidência de encargos, para atender às demandas apresentadas pela presidente. Deverão ser alteradas as condições para pelo menos quatro encargos que incidem sobre as tarifas de energia, entre eles, a Reserva Geral de Reversão (RGR) e a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE).
Na manhã de segunda-feira, o ministro Edison Lobão se reúne novamente com Dilma para acertar os últimos detalhes do programa que será anunciado na terça-feira, em solenidade no Palácio do Planalto, com a presença de empresários de diversos segmentos da indústria.
Ontem, após o desfile do 7 de setembro em Brasília, o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, disse que a redução do custo da energia elétrica anunciada pela presidente Dilma na quarta-feira vai impulsionar a produção no país. O preço da energia é visto como fator prejudicial à competitividade da indústria nacional.
- O pronunciamento teve seu ponto alto com as medidas para baratear o transporte e a energia. A redução do preço da energia vai representar um avanço na produção. Temos uma força que é preciosa: mercado de consumo. O emprego quase pleno, as pessoas têm poder aquisitivo, os salários estão aumentando. Portanto, se tiver um impulso, a produção com certeza vai crescer bastante - disse o ministro.
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