A denúncia foi feita no programa do radialista Adalto Barbosa, da Atitude FM 107.5, ao meio dia desta segunda-feira(16), ao contar uma experiência vivida por ele próprio.
Mesmo trabalhando numa emissora de rádio comunitária alinhada com o governo municipal – das dezenas existentes na cidade são poucas que fazem oposição – Adalto fez várias cobranças à prefeita e a sua irmã secretária municipal de Educação, que vivem propagandeando êxitos da educação municipal que só acreditam quem não conhecem ou não dependem dela.
O radialista contou que foi abordado por duas crianças que saiam de uma escola municipal por volta das 11 horas da manhã. Perguntou porque elas deixavam a escola tão cedo e a resposta o chocou: “Tio nos mandaram embora mais cedo porque não tem merenda na escola e não adianta ir pra casa porque lá também não tem comida”, responderam as crianças, que aproveitaram a sensibilização de Adalto pra lhe pedir dois reais para comprarem comida.
“Como não tinha trocado, eu dei logo dez reais para que eles comprassem comida para a família inteira. Bastante alegre, um deles saiu dizendo que iria logo comprar macarrão, arroz e feijão”, contou o radialista.
Radialista Adalto disse que ficou comovido com a fome das crianças
Radialista Adalto disse que ficou comovido com a fome das crianças
A prefeita Socorro Waquim é cem por cento responsável pela fome das crianças timonenses e seus pais. Primeiro por não fornecer a merenda escolar, que costuma ser a única refeição diária da maioria, mesmo não sendo por falta de dinheiro, Afinal, o Ministério da Educação envia religiosamente, todos os meses, o dinheiro para a compra da merenda.
Segundo, as crianças não têm comida em casa porque a maioria de seus pais e suas mães foram ou são servidores municipais – garis, funcionários dos serviços gerais e até de nível técnico. Alegando que precisava se ajustar à Lei de Responsabilidade Fiscal (só agora?) no final do ano passado a prefeita demitiu cerca de dois mil humildes barnabés. Prometeu que os recontratariam perto das eleições, como sempre fez. Mas, ao demiti-los, não pagou os salários atrasados – cerca de quatro meses – deixando que todos continuassem pendurados com o bodegueiro da esquina, onde compravam comida fiado.
Mesmo para os servidores humildes que ficaram, como os garis, a prefeita ainda deve três meses de salários. Eles até fizeram um protesto recentemente, na porta da Secretaria de Limpeza. Não adiantou.
Mesmo para os servidores humildes que ficaram, como os garis, a prefeita ainda deve três meses de salários. Eles até fizeram um protesto recentemente, na porta da Secretaria de Limpeza. Não adiantou.
Fonte: Portal Hoje
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