domingo, 30 de setembro de 2012



Enquanto se digladia com a governadora Roseana Sarney(PMDB) para ver quem comanda a sucessão municipal em Timon, a prefeita Socorro Waquim(PMDB) ignora que os alunos da rede municipal de ensino, sem merenda escolar e sem comida em casa, estão pedindo esmolas nas ruas.

A denúncia foi feita no programa do radialista Adalto Barbosa, da Atitude FM 107.5, ao meio dia desta segunda-feira(16), ao contar uma experiência vivida por ele próprio.
Mesmo trabalhando numa emissora de rádio comunitária alinhada com o governo municipal – das dezenas existentes na cidade são poucas que fazem oposição – Adalto fez várias cobranças à prefeita e a sua irmã secretária municipal de Educação, que vivem propagandeando êxitos da educação municipal que só acreditam quem não conhecem ou não dependem dela.
O radialista contou que foi abordado por duas crianças que saiam de uma escola municipal por volta das 11 horas da manhã. Perguntou porque elas deixavam a escola tão cedo e a resposta o chocou: “Tio nos mandaram embora mais cedo porque não tem merenda na escola e não adianta ir pra casa porque lá também não tem comida”, responderam as crianças, que aproveitaram a sensibilização de Adalto pra lhe pedir dois reais para comprarem comida.
“Como não tinha trocado, eu dei logo dez reais para que eles comprassem comida para a família inteira. Bastante alegre, um deles saiu dizendo que iria logo comprar macarrão, arroz e feijão”, contou o radialista.
Radialista Adalto disse que ficou comovido com a fome das crianças
A prefeita Socorro Waquim é cem por cento responsável pela fome das crianças timonenses e seus pais. Primeiro por não fornecer a merenda escolar, que costuma ser a única refeição diária da maioria, mesmo não sendo por falta de dinheiro, Afinal, o Ministério da Educação envia religiosamente, todos os meses, o dinheiro para a compra da merenda.
Segundo, as crianças não têm comida em casa porque a maioria de seus pais e suas mães foram ou são servidores municipais – garis, funcionários dos serviços gerais e até de nível técnico. Alegando que precisava se ajustar à Lei de Responsabilidade Fiscal (só agora?) no final do ano passado a prefeita demitiu cerca de dois mil humildes barnabés. Prometeu que os recontratariam perto das eleições, como sempre fez. Mas, ao demiti-los, não pagou os salários atrasados – cerca de quatro meses – deixando que todos continuassem pendurados com o bodegueiro da esquina, onde compravam comida fiado.
Mesmo para os servidores humildes que ficaram, como os garis, a prefeita ainda deve três meses de salários. Eles até fizeram um protesto recentemente, na porta da Secretaria de Limpeza. Não adiantou.

Outdoor autoexplicativo sobre o caráter da prefeita

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